Síndico que confessou assassinato de corretora desaparecida, fala pela primeira vez sobre o crime

Foto: Redes Sociais/Reprodução/ND Mais

O síndico Cleber Rosa de Oliveira, que confessou ter assassinado a corretora mineira Daiane Alves Souza, 43 anos, afirmou estar arrependido após confessar o crime a polícia.

Segundo investigações, o homicídio ocorreu no subsolo do condomínio onde a vítima morava, em um intervalo de apenas oito minutos, conforme confirmou a Polícia Civil de Goiás.

Conforme informações do R7, além de Cléber, o filho do síndico, Maicon Douglas de Oliveira e o porteiro do prédio também foram presos. Em depoimento à Record, Maicon negou participação direta no crime e afirmou: “não tenho nada a ver com isso”.

Daiane Alves estava desaparecida desde 17 de dezembro, quando foi vista pela última vez no prédio, em Caldas Novas (GO). Imagens de câmeras de segurança mostram a corretora descendo de elevador por volta das 19h para questionar o corte de energia do apartamento. Ela não voltou a ser vista após esse momento.

Em coletiva, a Polícia Civil informou que o corpo da corretora foi localizado na madrugada da quarta-feira (28) e que 22 pessoas foram ouvidas ao longo da investigação.

A perícia confirmou que o crime ocorreu no interior do prédio, no local onde ficava o padrão de energia elétrica. O delegado responsável classificou o episódio como um ‘ato de oito minutos’, ao detalhar a dinâmica do homicídio.

Um dos pontos decisivos para a investigação foi o fato de Daiane ter deixado a porta do apartamento aberta ao sair. No dia seguinte, familiares encontraram o imóvel fechado, o que indicou a participação de alguém com livre acesso ao condomínio.

Perseguição e sabotagem

O Ministério Público de Goiás apresentou uma denúncia contra o síndico, apontando indícios de perseguição prévia a vítima.

Segundo o órgão, houve sabotagem de serviços essenciais, como água e energia, além de agressões antes do desaparecimento da corretora.

Os suspeitos permanecem presos enquanto a polícia conclui o inquérito. A investigação segue para esclarecer o grau de participação de cada envolvido e subsidiar o andamento do processo judicial.

Fonte: Jornal Razão