‘Cabelo na boca’: morador de rua invade igreja e agarra criança

Foto: Jornal Razão

Um homem causou tumulto durante uma missa na Igreja Matriz São Luís Gonzaga, no Centro de Brusque, na noite deste domingo, 4. O caso aconteceu nos momentos finais da celebração, justamente durante a bênção, quando crianças se aproximavam do altar.

Segundo relatos de fiéis que estavam na igreja, o homem se aproximou das crianças de forma considerada perturbadora, gerando apreensão imediata entre os presentes. Testemunhas afirmam que ele puxou o cabelo de uma mulher que estava com uma criança no colo e passou a agir de maneira agressiva, chegando a ameaçar quebrar o presépio montado no interior da igreja.

A missa era celebrada pelo padre Saymon Alves Meyer. Pessoas que acompanhavam a celebração intervieram rapidamente, contiveram o homem e acionaram a Polícia Militar de Santa Catarina, que se deslocou até o local.

Conforme relatos, o clima dentro da igreja foi de medo e tensão, principalmente entre famílias e mães com crianças. Fiéis relataram que a conduta do homem assustou quem estava mais próximo do altar, obrigando algumas pessoas a se afastarem para proteger os filhos.

Após a chegada da Polícia Militar, a situação foi controlada. De acordo com informações divulgadas pelo portal Brusque Discover, parceiro do Jornal Razão, o homem foi ouvido pelos policiais, mas acabou liberado no local após o registro de um boletim de ocorrência por perturbação, já que, segundo a PM, não houve testemunhas dispostas a formalizar representação no momento.

Ainda segundo o Brusque Discover, o homem concedeu entrevista após o ocorrido e apresentou falas desconexas, demonstrando descontrole emocional durante a conversa.

A reportagem tentou contato com a Polícia Militar e com a Paróquia São Luís Gonzaga para obter posicionamentos oficiais e mais detalhes sobre o caso, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.

O episódio gerou forte repercussão nas redes sociais, com inúmeros comentários de moradores cobrando providências, maior segurança em espaços públicos e ações efetivas do poder público diante de situações envolvendo pessoas em aparente surto ou vulnerabilidade social, especialmente quando há risco a crianças e famílias.

Fonte: Jornal Razão