Família mantém esperança por recuperação de jovem em estado vegetativo após cirurgia

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O início de um novo ano costuma ser marcado por planos, promessas e sonhos. Para a família de Larissa Moraes de Carvalho, jovem de 32 anos que vive em estado vegetativo, a chegada de 2026 representa esperança.

Com graves sequelas após uma cirurgia de correção da mandíbula e do maxilar, realizada em Juiz de Fora em 2023, a expectativa é de avanços no quadro clínico. Em março, ela tem uma consulta em São Paulo para avaliação médica do tratamento com células-tronco que iniciou há um ano.

Apesar de experimental, o método é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e o retorno à capital paulista, cerca de seis meses depois do início do primeiro procedimento, vem com a expectativa de uma resposta positiva.
“Qualquer avanço já é importante, mas nossa esperança é recuperar completamente Larissa. Eu queria que ela pudesse sair pulando amanhã, sem precisar de mais tratamento. Essa é a nossa esperança para o ano que começa", afirma o pai, Ricardo Carvalho.

🔎 Como funciona o tratamento? O material biológico utilizado foi uma amostra de células-tronco, coletadas do próprio corpo da jovem. Essas foram multiplicadas e preparadas em laboratório antes de serem aplicadas no fim de setembro do ano passado. A expectativa é que, com o tempo, elas ajudem a reparar áreas lesionadas do cérebro e favoreçam a recuperação das funções afetadas pelo estado vegetativo.

Rotina de cuidados funciona como um hospital dentro de casa

Larissa tinha 31 anos quando entrou em estado vegetativo após a cirurgia realizada na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora. Desde então, a rotina da família passou a se dedicar integralmente aos cuidados da jovem, que estudava medicina.

Enquanto aguarda os próximos passos do tratamento, ela permanece em home care, atendimento concedido inicialmente por decisão liminar e posteriormente confirmado pela Justiça. O plano de saúde da Prefeitura chegou a questionar a medida, mas a mesma foi mantida.

“A vida da nossa família mudou completamente. Hoje, tudo gira em torno da recuperação dela. Sabemos da gravidade do quadro, mas seguimos fazendo tudo o que é possível”, diz o pai.
A estrutura montada na casa da família funciona como um hospital domiciliar. Larissa conta com enfermeira, fisioterapia todos os dias, pela manhã e à tarde, inclusive aos sábados e domingos, fonoaudiologia diária e quatro técnicos de enfermagem, que se revezam em turnos de 12 horas.

Ao longo do tempo, houve substituições de profissionais por questões de carreira, mas a família afirma que a equipe atual é altamente qualificada. “Damos todo o apoio necessário para que eles cuidem bem dela. Hoje, temos muita confiança na equipe”.
Fonte: g1