A conclusão do inquérito sobre a morte do policial militar Jeferson Luiz Sagaz, de 36 anos, e da empresária Ana Carolina Silva, de 32 anos, não encerrou as dúvidas. Pelo contrário: provocou forte reação de familiares e amigos, que contestam a versão oficial da investigação.
Segundo o laudo apresentado nesta quarta-feira (1º), o casal teria morrido em decorrência da combinação de cocaína, álcool e banheira superaquecida, cuja água chegou a 50 °C, em ambiente onde o aquecedor também estava ligado em alta potência. O inquérito apontou intoxicação exógena e colapso térmico, descartando qualquer hipótese de crime ou participação de terceiros.
Poucas horas após a coletiva, a família de Ana Carolina divulgou uma nota de repúdio. No documento, os parentes afirmam que ela não era usuária de drogas e acusam as notícias de “manchar injustamente sua memória”.
“Embora laudos apontem a presença de substâncias em seu sangue, afirmamos com total certeza que Ana não era usuária de drogas. Diante das inconsistências, levantamos a séria preocupação de possível ingestão forçada ou envenenamento e exigimos investigação rigorosa, transparente e imparcial”, diz o texto.
O documento, assinado pelos familiares, alega que o objetivo é preservar a dignidade de Ana e garantir que a verdade prevaleça sobre “suposições cruéis e injustas”.
Além da família, amigos próximos de Ana Carolina também se manifestaram nas redes sociais, repudiando a tese de consumo voluntário de drogas. Muitos afirmaram que a empresária, conhecida pelo apelido “Ana da Mood”, era dedicada ao trabalho e à família, sem qualquer histórico compatível com o cenário descrito pela investigação.
“Não aceitaremos que a história da Ana seja reduzida a laudos que não representam quem ela era. Queremos justiça e uma apuração de verdade”, escreveu uma amiga da empresária.
Com quase 20 anos de relacionamento, Ana e Jeferson deixaram uma filha pequena, de quatro anos, que havia comemorado o aniversário poucas horas antes da tragédia. Para familiares e pessoas próximas, esse é um dos motivos que reforçam a incredulidade diante da versão de morte acidental.
Eles afirmam que não descansarão até que todas as dúvidas sejam esclarecidas, cobrando investigação “profunda e imparcial”.
Enquanto a Polícia Civil encaminhou o inquérito à Justiça como morte acidental, familiares e amigos insistem que a versão não se sustenta diante das contradições. O episódio, que já mobilizava a Grande Florianópolis desde agosto, promete permanecer em evidência.
Fonte: Jornal Razão
Foto: Jornal Razão

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