Mulher encontrada acorrentada após marido ser assassinado no Paraná é presa por suspeita de envolvimento no crime

 Mulher encontrada acorrentada após marido ser assassinado no Paraná é presa por suspeita de envolvimento no crime

Foto: Divulgação

Uma mulher de 51 anos que foi encontrada acorrentada após o marido ser assassinado em Toledo, no oeste do Paraná, foi presa nesta quinta-feira (19) por suspeita de envolviemnto no crime, de acordo com a Polícia Civil.

De vítima, a mulher de 51 anos passou a ser suspeita após contradições no depoimento, segundo o delgado de Polícia Civil, Fábio Freire.

“No dia dos fatos, ela alega que eles estavam acordados, que o marido havia ingerido bebida alcoólica, mas foi verificado que essa ingestão não levou ao estado de embriaguez, de modo que ele não pudesse se defender. Então já saíram algumas provas técnicas, afirmando que ele não teve lesão de defesa, isso leva a crer que ele não estava acordado ou se estivesse, teria se defendido”, explicou Freire.

O caso aconteceu em 7 de janeiro. Conforme o relatório policial, a mulher, de 51 anos, foi encontrada acorrentada em uma cadeira na rua. Ela estava em estado de choque e sem ferimentos.

No interior da residência, os policiais encontraram o marido dela, de 40 anos, morto e com ferimentos na cabeça. Segundo a mulher, quatro pessoas encapuzadas teriam entrado na casa na madrugada do crime.

Prisão e investigação

O delegado informou que a prisão da mulher é preventiva e tem duração de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período. Ele explicou que a investigação procura apurar se ela mesma colocou as correntes no corpo e se dirigiu até a rua.

“Nenhuma hipótese é descartada, de fato ela foi encontrada acorrentada no meio da rua, uma coisa que é incomum. Como ela foi amarrada por correntes, é possível sim que ela mesma tivesse realizado essa amarração, mas como falei, ainda estamos no início da investigação”, afirmou Freire.

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Após a prisão nesta quinta, em Marechal Cândido Rondom, ela foi ouvida na presença de um advogado e negou participação no crime, segundo o delegado.

A mulher afirmou também que o relacionamento com o marido era bom e que não havia nenhuma desavença entre eles.

Freire informou que até o momento a polícia não conseguiu encontrar o instrumento utilizado para assassinar o homem. Os celulares da vítima e da mulher, também não foram localizados.

O crime

No dia do crime, de acordo com o relatório policial, após a mulher ser encontrada acorrentada e o marido dela ser encontrado morto na casa onde eles moravam, a mulher relatou à polícia que acordou com batidas na porta e alguém chamando pelo homem.

Ao atender ela foi surpreendida por quatro indivíduos encapuzados, que colocaram uma fita na boca dela, um saco preto na cabeça e a acorrentaram.

Ela afirmou também ter ouvido uma discussão entre os suspeitos e o marido. Após a confusão, ela ouviu barulhos de batidas.

Conforme a PM, antes de irem embora os suspeitos obrigaram a mulher a ingerir um líquido e ordenaram que ela só poderia pedir socorro após 3 horas.

A mulher conseguiu pedir ajuda a vizinhos e com a chegada da polícia foi encaminhada à uma unidade de saúde para atendimento médico.

De acordo com a equipe policial, nada foi levado da residência, porém nenhum celular foi localizado.

Fonte: G1

Beltrão Agora

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