Mais de 2,5 mil pessoas privadas de liberdade fizeram a prova do Enem no Paraná essa semana

 Mais de 2,5 mil pessoas privadas de liberdade fizeram a prova do Enem no Paraná essa semana

Foto: Polícia Penal

A Polícia Penal do Paraná (PPPR) aplicou, nesta semana, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas unidades prisionais das nove regionais de todo o Paraná. Para esta edição, mais de 2,5 mil pessoas privadas de liberdade (PPLs) fizeram o exame, que representa a oportunidade de ingresso no ensino superior e a remição de pena pelos estudos.

O Enem no sistema prisional é aplicado para os presos que concluíram o ensino médio e que almejam ingressar no ensino superior. Ao atingir uma boa pontuação é possível pleitear uma vaga de graduação pelo Programa Universidade para Todos (PROUNI) ou pelo Sistema de Seleção Unificada (SISU). 

Além dessas opções, o preso pode ingressar na graduação em uma instituição de ensino superior conveniada ou instituição parceira da Polícia Penal.

O diretor-adjunto da Polícia Penal, Maurício Ferracini, destacou o papel do Enem no programa de tratamento penal. “Além dos efeitos positivos da educação, os estudos também possibilitam a remição de pena. Esse evento colabora sobremaneira no tratamento penal, pois traz o preso para o ambiente educacional e principalmente auxilia o reingresso dessa PPL no meio social”, disse.

O chefe da Divisão de Educação e Capacitação da Polícia Penal, Juliano Prestes, falou sobre o impacto da realização do Exame para os custodiados e para a sociedade. “A educação é um meio para que o detento se capacite para a vida após o  cumprimento de pena. Com a certificação de nível superior alcançada, ele pode almejar uma colocação no mercado de trabalho com mais facilidade, diminuindo as chances de reincidência no crime”, afirmou.

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O edital é publicado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e a adesão é gratuita. A Divisão de Educação da Polícia Penal é responsável pela inscrição e pela organização do exame. A aplicação é de responsabilidade das pedagogas das unidades prisionais.

Fonte: AEN

Beltrão Agora

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