400 mil maços de cigarro contrabandeado são apreendidos pela PRF em dois trechos da BR-373

 400 mil maços de cigarro contrabandeado são apreendidos pela PRF em dois trechos da BR-373

Foto: PRF/Divulgação

Cerca de 400 mil maços de cigarro contrabandeado foram apreendidos nesta sexta-feira (8) em dois trechos da BR-373, nos Campos Gerais do Paraná. As informações são da Polícia Rodoviária Federal (PRF)

A primeira apreensão aconteceu às 9h10, em Prudentópolis, e a segunda às 13h30, em Ponta Grossa.

A apreensão de Prudentópolis totalizou 50 mil maços de cigarro. Segundo a PRF, o produto estava sendo transportado no compartimento de carga de um caminhão de leite em pó emplacado em Palmitos, Santa Catarina. O condutor relatou que a carga seria entregue em Guamiranga, diz a polícia.

Em Ponta Grossa, o flagra foi feito no trecho urbano da BR-373, na Avenida Souza Naves, e totalizou 350 mil maços de cigarro contrabandeado. A carga estava distribuída em cerca de 750 caixas, diz a PRF.

A polícia também suspeita que o veículo teve placas adulteradas. A que constava no caminhão era de Jundiaí (São Paulo), mas, “na cabine, estavam mais dois jogos de placas, entre elas, as originais do veículo, com registro em Maringá”, diz a PRF.

Os dois condutores foram detidos e encaminhados a delegacias de Polícia Federal.

Paraná concentra 49% das apreensões de cigarro contrabandeado do Brasil

Paraná concentrou quase metade (49%) das apreensões de cigarro contrabandeado registradas pela Receita Federal em 2022. No estado, 62% dos cigarros vendidos em 2022 vieram do contrabando – taxa muito acima nacional, de 41%.

Os dados fazem parte de um “raio-x” divulgado pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) sobre o mercado ilegal. Desde 2014 a pesquisa é feita anualmente pelo Instituto Ipec.

O levantamento revela que, de todas as mercadorias apreendidas em 2022 pelo fisco no Paraná, 73% são cigarros contrabandeados.

O perfil da fronteira coloca o estado como ponto de destaque na rota dos contrabandistas. O preço do cigarro contrabandeado é considerado o principal atrativo para quem consome o produto irregular.

Cigarro financia outros crimes

O advogado e presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) afirma que o contrabando de cigarro financia organizações criminosas por ser considerado um crime de baixo risco e alto lucro.

“Nós identificamos em um dos documentários que nós fizemos, no meio da carga você tinha armas, cocaína, cigarros, tudo junto, é a mesma logística. Então, está tudo interligado. Quem fala ‘ah, mas é só contrabando de cigarro’, não é verdade. As ações policiais demonstram isso, a interação direta do contrabando de cigarros com arma, munição e cocaína e drogas em geral.”

Fonte: g1.globo.com

Beltrão Agora

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